terça-feira, 19 de novembro de 2013

Dicas Diversas - Como Escolher Sua Câmera - Por Célio Straulino

Colaboração: Célio Straulino
Clique acima e conheça o trabalho dele!

Para guiar e facilitar sua escolha, estou disponibilizando 2 métodos. O rápido e o avançado. O rápido é para quem dispensa "chorumelas" porque só quer comprar uma câmera boa. O avançado é para quem pretende algo mais na fotografia e não se importa em ler termos e explicações técnicas.


Método Rápido

Os Tipos de Câmeras

Uma das primeiras coisas que você deve levar em consideração é o tamanho e o peso da câmera que você quer carregar, que pode variar de 150g até alguns quilos, então pense bem se para o tipo de fotografia que você quer, vale a pena carregar peso e se destacar na multidão, ou levar algo que cabe no bolso e passa desapercebido na multidão.

Existem, como você deve saber, vários tipos de câmeras (celular, comum, semiprofissional, profissional, etc.), e para saber qual tipo é melhor para você, é bom saber qual é qual, sem se deixar enganar pelos "vendedores" e sem se enganar sobre que tipo você realmente precisa.




Como escolher uma Câmera Compacta

Para quem serve?

Para quem não quer ter que saber nada ou quase nada sobre fotografia, e apenas quer fazer um bom registro de suas viagens, festinhas, baladinhas e aventuras.

Qual marca?

As melhores (e mais caras) são Nikon, Canon, Sony, Fujifilm, Kodak e Olympus, mais ou menos nesta ordem, entre outras disponíveis, mas em se tratando de câmeras compactas, qualquer outra marca recente mais famosa como Samsung ou Panasonic também dá.

Qual é a melhor delas?

Qualquer uma delas, pois estão muito próximas nesta categoria.

Como escolher?

Entre estas, o mais importante é a quantidade de Megapixels. Qualquer coisa acima de 10 Megapixels já está ótimo, mas o céu é o limite se você pode pagar. Outros fatores importantes:

- Quantidade de zoom ÓPTICO, porque o digital não presta.

- Monitor de LCD grande (mínimo 3") e com ajuste de brilho.

- Foco com detecção de rosto, apesar de que hoje quase todas tem.

- Flash embutido com bom alcance, e quanto mais, melhor.

- Capacidade de fazer foto panorâmica do tipo "clica e arrasta", pois dispensa ter que ficar montando a panorâmica no micro depois.

Se quiser super fininhas, prefira as com bateria, senão tanto faz, porque as pilhas tipo AA recarregáveis dão conta do recado e, em caso de emergência, as câmera que podem utilizar pilhas comuns levam vantagem por poder se comprar pilhas em qualquer comércio.

Deve ter estabilizador de imagem, embora quase todas tenham hoje em dia, para que você possa usar bem o zoom. Fora estes itens, procure avaliar qual oferece maior número de tipos de cenas, como retrato, paisagem, praia/neve, pôr do sol, etc.

NUNCA SE ESQUEÇA de avaliar se a marca possui assistência técnica fácil de encontrar e utilizar, porque vai que... Rsrsrs.

Atendendo a todos estes quesitos, as que tiverem os melhores preços vão dar conta do recado satisfatoriamente.

Obs.: As câmeras compactas em geral e sem exceção, não são muito boas para fotos noturnas, principalmente em ambientes com pouca iluminação.


Como escolher uma Câmera Semiprofissional

ATENÇÃO! PRESTE BEM ATENÇÃO! NÃO SEJA ENGANADO PELOS ANÚNCIOS DE LOJAS DE VAREJO, MAGAZINES E VENDEDORES DESTE TIPO DE LOJA.

O que normalmente essa gente chama de semiprofissional, na verdade são supercompactas, ou mais conhecidas como SUPERZOOM, porque tem um zoom poderoso de 20x ou mais. Também tem o corpo maiorzinho, fazendo-a ficar parecida com uma dessas chamadas de profissionais, mas é só. Se quiser entender mais, leia mais sobre isso no Método Avançado.

Vamos então chamá-las de SUPERZOOM.

Para quem serve?

Para pessoas que se interessam por fotografia, querem ir mais além do que aquela foto comum, estão dispostas a ler um pouco mais sobre fotografia e suas técnicas e a se arriscar em fazer algumas configurações além do automático.

Boa para hobbystas, entusiastas da fotografia, amadores, mas que não tem intenção de fazer um curso sério e estudar, mais a fundo, a fotografia, suas técnicas e regras e as câmeras e equipamentos utilizados.

Sei que isso vai gerar polêmica, mas é isso mesmo. A menos que você tenha dinheiro para ficar gastando com troca de câmeras, pois assim que começar a estudar, vai entender que precisa de algo mais.

Qual marca?

Novamente as melhores (e mais caras) são Nikon, Canon e Sony.

Fujifilm também tem sido uma excelente opção de custo X benefício, entre outras disponíveis, porque algumas boas podem ser compradas por pouco mais de R$500,00 e não desapontam.

Como escolher?

Analisando os recursos que cada marca e modelo disponibilizam. Nesta categoria temos duas subcategorias. As que são 100% automáticas e as que permitem utilizar o modo Manual e fazer ajustes das configurações como Abertura, Velocidade de Obturador e ISO.

A Nikon tornou fácil identificar essas subcategorias no modelo de suas câmeras superzoom. As que são 100% automáticas têm no modelo a letra L (ex.: Nikon Coolpix L810), e nas que permitem ajustes, a letra P (ex.: Nikon Coolpix P520).

Os demais recursos que devem ser analisados são os mesmos das compactas que já descrevi na seção anterior, já que as superzoom não passam de compactas avantajadas.

Outro recurso muito importante que começou a ser disponibilizado nessa categoria, é a possibilidade de fotografar no formato RAW, e a possibilidade de utilizar flash externo.

Qual é a melhor delas?

Na "MINHA OPINIÃO", atualmente, analisando os recursos disponíveis, é a Canon SX50 HS, porque permite fotografar em RAW e permite usar flash externo, além de ter o maior zoom da categoria.


Como escolher uma Câmera DSLR

Daqui pra frente, vamos começar a falar realmente sobre fotografia levada mais a sério!

São as câmeras conhecidas como profissionais, mas que na verdade englobam algumas câmeras DSLR de entrada (para amadores e iniciantes na fotografia), algumas semiprofissionais (câmeras para quem já resolveu começar a trabalhar só com fotografia), as profissionais de entrada (câmeras profissionais com sensor APS-C) e as profissionais TOP (câmeras full frame).

Se você pretende comprar uma câmera destas, e quer saber como escolher a melhor câmera DSLR para você, esqueça esse guia do Método Rápido. Perca a preguiça de ler e passe agora mesmo para o Método Avançado, até mesmo porque este Método Rápido acaba por aqui.

Lembre-se em 1º lugar que uma câmera destas custa no mínimo uns R$ 1200,00 só com uma lente bem basiquinha, e que a primeira vista, vai decepcionar quem já usou uma superzoom, ou quem não conhece fotografia.

Então se você decidiu que precisa de uma câmera destas e não gosta de ler, é melhor pensar mais um pouco, a menos que você tenha $$$$$ para gastar à vontade.


Método Avançado

A primeira e mais importante dica é a seguinte:

PERCA A PREGUIÇA DE LER, pois se você ainda não se deu conta, você perde mais tempo lendo respostas erradas (e também incompletas, ou complexas) nos fóruns e nos grupos de discussão dos blogs (inclusive no deste blog), do que lendo um artigo elaborado especificamente sobre o assunto.

Esse artigo foi elaborado na tentativa de responder a frequente pergunta de todos os que começam a se interessar por fotografia e querem adquirir uma boa câmera.

Pensando nessa resposta resolvi reunir aqui um conjunto de informações que o ensinem a escolher a sua própria câmera, sem se deixar levar por marcas e sim, baseando sua decisão na avaliação de características e especificações das câmeras que atendam a sua REAL NECESSIDADE.

Não se desespere se, a princípio, encontrar alguma coisa que não entenda ou nunca tenha ouvido falar. Vou tentar explicar tudo de forma que qualquer pessoa possa entender. Basta apenas ter paciência para ler o artigo por completo.

Ok! Se você está lendo esse artigo aqui neste blog, é porque decidiu que quer algo mais da fotografia, além de simples recordações de datas comemorativas, viagens ou posts das baladinhas, senão já teria comprado uma câmera qualquer ou estaria usando um celular.

Mesmo assim, vou ensinar aqui o que é preciso para escolher qualquer câmera, desde uma de celular até as TOP PRO. O que você precisa saber para escolher bem uma câmera, não é saber o que ela faz (tira fotos, é claro! rsrsrs), mas sim, como ela fotografa. Para isso você precisa analisar as seguintes características:

•    Quantidade de MP (megapixels).
•    Tamanho do sensor.
•    Tipo de conjunto óptico (lentes, zoom etc).
•    Velocidade de disparos contínuos.
•    Modos de fotografar disponíveis (automático, manual, etc.).
•    Tipo de arquivos em que as fotos são gravados (jpeg ou raw).
•    Pontos de foco.
•    Tipo de cartão de memória que ela utiliza.
•    Tipo e durabilidade da bateria.
•    Acessórios originais e assistência técnica disponíveis no Brasil.


MP ou Mega Pixels

A quantidade de MP é importante, mas menos do que você imagina. Qualquer quantidade acima de 12MP já garante ótimas imagens, e ACREDITE! Existem câmeras com 16MP melhores do que outras com 24MP. Se você ainda não sabe ou não entende o que são esses tais megapixels, leia esta aula do curso de fotografia.


Tamanho do sensor

Se você ainda não sabe o que é sensor, veja aqui.

O importante aqui é que nas câmeras digitais o filme foi substituído por um sensor, e nesse caso, TAMANHO É DOCUMENTO! Ou seja, quanto maior é o sensor, maior é a porção da imagem (e menor é o fator de corte) e maior é a quantidade de luz que ele consegue captar.

Por isso as câmeras profissionais, que possuem sensores BEM MAIORES do que as câmeras compactas, produzem imagens melhores principalmente em ambientes com pouca luz. O sensor de uma câmera profissional é cerca de 13 vezes maior que o de uma compacta.

Veja aqui os principais tamanhos de sensores para ter uma ideia da diferença:

Compacto ou 1/ 2.3" = 6mm x 4mm usado nas câmeras compactas.

APS-C = 24mm x 16mm, usado nas câmeras DSLR de entrada, semiprofissionais, profissionais de entrada e em algumas Mirrorless e SLT.

Full Frame = 36mm x 24mm, usado nas câmeras profissionais de ultima geração TOP de linha.

Veja logo abaixo uma comparação entre os diferentes tamanhos dos sensores.


ATENÇÃO! PRESTE BEM ATENÇÃO! Aqui é onde cai a máscara dos vendedores e anúncios que mostram as câmeras conhecidas como SUPERZOOM como sendo semiprofissionais, pois estas tem o sensor do mesmo tamanho das compactas.

A única diferença é que as superzoom tem um conjunto óptico com mais qualidade e um corpo maior que dá um GRIP ou apoio maior, ajudando a melhorar a estabilidade e juntos, lente melhor e mais apoio, permitem aos usuários destas a darem um belo salto de qualidade nas suas fotos.

Existem no mercado câmeras superzoom, também chamadas de SLR-Like (parecidas com SLR), que permitem fotografar em modo manual e outros ajustes similares aos das semiprofissionais e que além do monitor, tem incorporado um visor ocular, porém este na verdade nada mais é do que um outro monitor diminuto, usado apenas como alternativa para permitir que se possa enxergar melhor, em ambientes super iluminados como praia ou campo em dia ensolarado.

Obs.: Isso não significa que essas câmeras não sejam boas, mas apenas que elas, apesar de terem recursos como configurações manuais de abertura, ISO e obturador, nunca chegarão a mesma qualidade de imagem de uma semi ou profissional, mas para quem ama fotografia, não quer ser profissional e quer ter algum controle criativo sobre suas fotos sem gastar muito, essas câmeras são excelentes.

Aproveito aqui para explicar o que quer dizer SLR, DSLR, SLT e Mirrorless.

Hoje em dia as câmeras possuem um monitor para podermos ver o que vamos fotografar. Como falado acima, as câmeras mais avançadas possuem um visor óptico que nos permite ver a imagem a ser fotografada através da lente, em vez de usar a representação dela no monitor.

Muito antigamente, quando o monitor não existia, tínhamos nas câmeras comuns um quadradinho por onde olhávamos e víamos uma noção do que estávamos para fotografar. O suficiente para fazer um enquadramento bem simples entre o que vai sair ou não na foto.

Depois esse sistema foi aprimorado, usando-se em um modelo de câmera com 2 lentes. Uma para fotografar e outra para vermos o que iria ser fotografado.

E finalmente, chegaram a um sistema elaborado com espelhos e prismas, de forma a usar uma só lente e através de reflexos nesses espelhos, usar a própria imagem que seria capturada através da lente para ser exibida no visor. Dessa forma podemos enxergar o reflexo da imagem real que a lente está "enxergando" e como ela será fotografada.

Por isso é chamada de SLR, a sigla em inglês para Single Lens Reflex, que quer dizer câmera com uma só lente e visor ocular por reflexo. Da mesma forma, DSLR significa Digital Single Lens Reflex.

SLT significa Single Lens Translucent – tecnologia utilizada pela Sony, que usa um componente translúcido no lugar do espelho.

Mirrorless significa sem espelho, ou seja, é uma câmera com qualidade comparável às DSLR, mas que, para torná-la compacta e mais portátil, não utiliza o sistema de visualização pelo reflexo, e sim com monitor, como nas compactas.


Tipo de conjunto óptico, ou seja, as lentes, zoom óptico e zoom digital

As lentes das nossas câmeras, na sua maioria são na verdade, um conjunto de lentes, formando um conjunto óptico, mas que acabamos chamando só de lentes mesmo.

Existem vários tipos de lentes, de acordo com a sua distância focal sendo elas, de distância fixa, ou variável. As lentes de distância focal variável são as que conhecemos como zoom.

Por hora, pense em distância focal como sendo "alcance" de uma lente, mas se quiser entender corretamente o que é agora mesmo, veja aqui.

Esse zoom, hoje na era digital pode ser zoom digital ou óptico. O óptico é o melhor e é o verdadeiro, pois como já falamos é a variação da distância focal das lentes.

O zoom digital é conseguido através de uma ampliação da imagem feita por um software interno da câmera, ou seja, é como você aumentar o tamanho de uma foto no Paint do Windows, por exemplo. Dessa forma as imagens com zoom digital não são nítidas como o zoom óptico.

A "quantidade" de zoom, vamos assim dizer, é a divisão da maior pela menor distância focal do seu conjunto óptico. CALMA QUE VOCÊ JÁ VAI ENTENDER! Rsrsrs.

Se você olhar em volta da sua lente ou na lente de uma foto de uma câmera, você vai ver algo assim: 4.5 – 22.5mm. Essas são as distâncias focais, mínima e máxima da sua lente e se você dividir 22.5/4.5 = 5, ou seja, essa lente tem um zoom de 5x.

Existem ainda as câmeras de lentes intercambiáveis ou seja, que permitem que se troque as lentes de acordo com a necessidade. Dessa forma, podemos usar as lentes que melhor se apliquem a um determinado tipo de fotografia.


Velocidade de disparos contínuos

A Velocidade de disparos contínuos, também conhecido como "burst" que significa "rajada" em inglês, é a capacidade da câmera em tira várias fotos por segundo, enquanto se mantém o botão do obturador pressionado. Esta função é de extrema importância para registro de atividades esportivas e jornalísticas por exemplo.

As câmeras comuns não possuem esta função. Algumas SUPERZOOM, possuem essa função, mas para aumentar a velocidade dos disparos, reduzem a resolução para cerca de 3 a 6 Megapixels.

As DSLR de entrada geralmente conseguem por volta de 4 FPS (Fotos por segundo). As semiprofissionais chegam a 6 FPS enquanto que as profissionais podem chegar a 12 ou mais FPS.


Modos de Fotografar disponíveis

Este é um dos pontos mais importantes, e é onde as DSLR se distanciam das compactas, compactas avançadas e das superzoom. Então vou fazer uma breve descrição de cada um deles pra ficar mais fácil de entender.

Automático – Existe em todas as câmeras, mas principalmente usados nas compactas, é o modo em que a câmera usa de toda a sua tecnologia eletrônica e faz todos os ajustes das configurações da foto, para que você só precise apontar a câmera e apertar um botão, e pronto! A totó está lá! Nem sempre da melhor forma possível, mas está lá.

Modos de Cena – Existente também em quase todas as câmeras modernas, os modos de cena são ajustes pré-programados nas câmeras, para se adaptar melhor às ocasiões e eventos típicos que costumamos fotografar, e variam muito de câmera para câmera, mas em geral são: Praia/Neve, Nublado, Pôr do Sol, Retrato, Paisagem, Festa/Interior, Luz de Velas, Fogos de Artifício, entre outros.

Efeitos – Existe apenas em algumas superzoom e DSLR de entrada e é um modo onde a câmera produz alguns "efeitos especiais" como Cor Seletiva (aquelas fotos onde só um detalhe fica colorido e o resto preto e branco), Desenho em Cores, Miniatura, Silhueta etc. São até bonitinhos, mas logo a gente se esquece que eles existem, rsrsrs.

Aqui se separam "os homens dos meninos" pois os próximos modos de fotografar já passam a exigir conhecimento ao menos básico de fotografia, e a partir daqui, o turista acidental tem que sair de sua zona de conforto e começar a dar espaço ao aficionado por fotografia, hobbysta, fotógrafo amador ou profissional.

Daqui pra frente, quem segura a câmera tem que saber o que é Abertura, Velocidade de Obturador e ISO. Estas funções só estão disponíveis nas câmeras DSLR, SLT, Mirrorless e parcialmente em algumas superzoom mais avançadas.

São os modos semiautomáticos e manuais.

Os semiautomáticos são os famosos P / S / A.

P – Programa flexível – Nesse modo a câmera apresenta algumas combinações de configurações de abertura, velocidade e ISO para facilitar o uso de situações como "congelar" ou "capturar" um movimento e grande ou pequena profundidade de campo, por exemplo.

S (Nikon) ou Tv (Canon) – Prioridade de Obturador – Nesse modo, você decide qual velocidade de obturador pretende usar, e a câmera faz os demais ajustes necessários de abertura e ISO para equilibrar o fotômetro. Usado para facilitar as configurações como "congelar" ou "capturar" um movimento.

A (Nikon) ou Av (Canon) – Prioridade de Abertura – Nesse modo, você decide qual abertura pretende usar, e a câmera faz os demais ajustes necessários de velocidade e ISO para equilibrar o fotômetro. Usado para facilitar as configurações como grande ou pequena profundidade de campo, por exemplo, para criar um "close-up" com desfoque no fundo, ou uma linda paisagem onde todos os detalhes podem ser vistos nitidamente.

E finalmente chegamos ao melhor e mais desafiador deles, o temido modo M.

M – Manual – Permite que o fotógrafo (notou que agora eu usei fotografo) escolha livremente cada uma das configurações disponíveis, sabendo como, onde e quando usar cada configuração. Exige um conhecimento mais apurado nas técnicas de fotografia, conhecimento mais avançado das câmeras, lentes e acessórios.


Tipos de Arquivo da Foto (jpeg ou raw)

Um ponto muito importante na escolha de câmeras, quando se quer partir para um tipo de fotografia mais avançada, é se a câmera permite fotografar em RAW. Somente as DSLR, SLT, Mirrorless e pouquíssimas superzoom, permitem fotografar e RAW.

Não sabe a diferença? Então veja aqui.


Pontos de Foco

Este é um assunto um pouco complicado de explicar em poucas linhas, mas vou passar o básico para que entendam porque a diferença de quantidade de pontos de foco entre um ou outro modelo ou marca de câmera.

As nossas câmeras modernas possuem o famoso e útil AF, ou foco automático. Isso é possível porque elas possuem sensores que analisam a imagem para um "sistema de focagem" interpretado por um computadorzinho embutido em nossas câmeras. Este foco automático pode ser feito de 2 formas, ativo ou passivo.

O ativo emite uma luz (generalizando), e sensores dentro da câmera analisam o reflexo desta luz para determinar se o assunto que estamos tentando fotografar está em foco, e de acordo com essa análise o computador embutido em nossas câmeras movimenta os motores de foco de nossas câmeras ou de nossas lentes até que estejam focados.

O passivo utiliza a comparação de diferença de contrastes entre pixels próximos de uma determinada imagem que os sensores de foco de nossa câmera está captando, e da mesma forma do ativo, o computador da câmera analisa estes pixels e faz ajustes através dos motores de foco, até que haja um contraste "nítido" o suficiente para julgar que o assunto esteja em foco. Cada um desses sensores é um ponto de foco.

Se prestarem atenção no visor (visor, não monitor) de uma câmera DSLR, vão ver algo assim:


Estes são os pontos de foco da sua câmera, e dependendo do modo de AF que você usar, sua câmera vai utilizar um ou mais de um desses pontos para ajustar o foco. Então já deu para entenderem que quanto mais pontos de foco a câmera tiver, mais fino será este ajuste.

Entretanto é bom lembrar que esta quantidade de pontos de foco, só vai fazer muita diferença mesmo quando utilizarmos o modo de foco AF-Servo para focalizar assuntos em movimento.

Os demais tópicos abaixo, acredito que a grande maioria das pessoas que utilizam ou já utilizaram uma câmera fotográfica digital, já conseguem diferenciar e entender os tipos disponíveis e mais usados.

• Tipo de cartão de memória que ela utiliza.
• Tipo e durabilidade da bateria.
• Acessórios originais e assistência técnica disponíveis no Brasil.

Só acredito ser importante lembrar que em câmeras profissionais e em algumas semi-profissionais, é possível utilizar mais de um cartão de memória, e utilizando-se um GRIP (acessório para aumentar a empunhadura da câmera) é possível utilizar mais de uma bateria.

Outra coisa importante de se lembrar é que algumas câmeras profissionais já tem o grip incorporado, enquanto outras, é preciso compra-lo a parte como acessório.

Existem também algumas câmeras DSLR de entrada que não foram fabricadas para utilizar o grip original de fábrica, mas já existem vários grips feitos pelo mercado paralelo e que podem ser adaptados nessas câmeras.

Espero ter contribuído para facilitar a escolha da sua próxima ou primeira câmera.